Mesmo correndo à não executiva posição de presidente da Assembleia Municipal, Augusto Santos Silva reforça a aposta do PS em Gondomar. Diz-se contraponto ao populismo e aceita todos os debates, com candidatos ao mesmo órgão. Avalizada unanimemente pela estrutura concelhia socialista, a candidatura do actual ministro dos Assuntos Parlamentares, mais a par do que na sombra da de Isabel Santos, que quer presidir ao município, significa que Gondomar ocupa papel destacado na estratégia do PS para as autárquicas de 11 de Outubro. Apresentado pela companheira de corrida como "exemplo de cidadania e de combatividade", Augusto Santos Silva não destacou alvos entre os adversários, mas mostrou propósitos bem claros: "É possível e necessário que a legitimidade dos eleitos locais assente não em lógicas populistas mas em lógicas democráticas". Acenando com uma espécie de legitimação a circunstância de ter nascido e residir na Área Metropolitana do Porto, Santos Silva enfatizou a necessidade de integração dos concelhos que aí se congregam, apontando o de Gondomar como um dos mais carenciados e relevando a necessidade de apostar em questões estratégicas, da mobilidade dos cidadãos (o metro é um tema central) à insuficiência de cobertura da rede pré-escolar. No elogio a Isabel Santos, que diz ser paradigma das "pessoas capazes de ter uma visão não paroquial das coisas", lançou mais uma aparente alfinetada com destinatário não especificado, recorrendo à Itália medieval: "Ela não quer ser uma 'condottiera' dos gondomarenses". Garantindo total empenho nesta candidatura - "só sei agir a 100%" - e assegurando que as condições de membro do Governo e de candidato serão sempre salvaguardadas, promete, a ser eleito, promover mudanças dentro do que lhe competirá, isto é, na Assembleia Municipal. Assegurar condições para que o pluralismo seja uma realidade e, ainda, promover a fiscalização do Executivo serão, em traços gerais, prioridades do candidato. |