|
A procuradora Olga Coimbra sustentou que as escutas foram devidamente autorizadas pelo então juiz do processo que conduziu a investigação do caso do Gondomar.
O Tribunal de Instrução Criminal do Porto confirmou, hoje, a validade das escutas no âmbito do processo conhecido como o "caso da fruta", no qual são acusados de corrupção desportiva activa Pinto da Costa, Reinaldo Teles e o empresário António Araújo.
A procuradora Olga Coimbra refutou a ilegalidade das escutas invocada pelos advogados de defesa, entre os quais, Miguel Moreira dos Santos, causídico do presidente do FC Porto, sustentando que as mesmas foram devidamente autorizadas pelo então juiz do processo que conduziu a investigação do caso do Gondomar. A procuradora acrescentou ainda que as escutas se revelaram de "de grande interesse para a investigação, pois sem elas os arguidos dificilmente seriam confrontados com factos ilícitos".
Os advogados de Pinto da Costa, bem como do administrador da SAD portista e de António Araújo, o agente de jogadores acusado de ter contratado as prostitutas pedidas pelo árbitro Jacinto Paixão e seus auxiliares após o jogo FC Porto-Estrela da Amadora, contestaram ainda a reabertura deste processo, após o seu arquivamento no DIAP por falta de provas.
Olga Coimbra rebateu ainda a tese defendida pelos advogados dos arguidos, que alegaram a incompetência da procuradora do Ministério Público (Maria José Morgado) na reabertura deste caso, após os depoimentos de Carolina Salgado. A defesa invocou, hoje, que as declarações da ex-companheira de Pinto da Costa não trouxeram nada de novo aos autos, para além do esclarecimento do significado de "fruta", explicação que não convenceu a procuradora do Ministério Público.
"Permitiu contextualizar melhor os factos e esclarecer como decorriam os contactos", acrescentou a Olga Coimbra.
A leitura do despacho do juiz de instrução está marcada para o próximo dia 30 de Junho, altura em que será deliberado se o caso segue ou não para julgamento. Se fôr esta a decisão do juiz, este é o segundo processo em que Pinto da Costa será acusado no âmbito do 'Apito Dourado', depois de há dois meses ter sido pronunciado no caso relativo ao Beira Mar-FC Porto, no qual Pinto da Costa terá alegadamente subornado o árbitro Augusto Duarte com 2.500 euros na véspera do jogo, em Aveiro.
Users' Comments (0)
|
|
|