Notícias Eventos Fórum Jogos Directório Mapa
 
Snake

Recorde:
Por:
Gondomar
Baguim do Monte
Covelo
Fânzeres
Foz do Sousa
Jovim
Lomba
Medas
Melres
Rio Tinto
S. Cosme
S. Pedro da Cova
Valbom
Outros Temas
Desporto

Jun 30 2008
Advogado de defesa pede que juiz presidente «mate a acusação» PDF Imprimir E-mail
Por Lusa/SOL   
30 de Junho de 2008
 

O advogado de defesa dos arguidos Jorge Saramago e Licínio Santos, dois árbitros acusados de favorecer o Gondomar SC no processo Apito Dourado, pediu hoje nas suas alegações finais ao juiz-presidente que «mate já esta acusação» do Ministério Público.

O mandatário dos dois ex-árbitros comparou a acusação do ministério público a uma criança já várias vezes ressuscitada, a última das quais pelo despacho de alteração não significativa dos factos que levantou a hipótese de condenação dos arguidos por abuso de poder, contrariamente ao crime de corrupção de que vinham acusados.

O causídico disse ainda que o Ministério Público - com a sua acusação - está a «cumprir um papel sem acreditar, a dar uma explicação para o que não dá para explicar».

Carlos Duarte classificou o processo como um «show-off provinviano de quem precisa de pegar em pessoas da sociedade para dar o exemplo», lembrando as «detenções em directo de alguns arguidos».

Sobre a prova testemunhal, na qual participaram inspectores da PJ, o causídico argumentou que são «ignorantes na matéria e falaram sobre o que não sabiam».

«Tivemos aqui inspectores que vieram opinar e nem sabiam as leis do jogo», sustentou Carlos Duarte.

Quando à actuação dos árbitros Jorge Saramago e Licínio Santos, acusados de crimes de corrupção desportiva passiva (por alegadamente praticarem actos contrários às leis do jogo para favorecerem o Gondomar SC) o advogado explicou que «todas as equipas, à excepção dos Dragões Sandinenses, afirmaram que o Gondomar SC era a equipa melhor estruturada e tinha apetrechos que não passavam por estratégias ilícitas»

«O Gondomar SC ganhava os jogos fora de campo, com os melhores massagistas, equipamentos e material médico havendo equipas da primeira divisão que não têm as mesmas condições», referiu Carlos Duarte.

Em relação às arbitragens, o mandatário considera que «neste processo apenas houve um erro de direito, daqueles que são indesculpáveis e obrigam à repetição de um jogo».

Carlos Duarte referia-se a um jogo entre Gondomar SC e Paredes no qual «Cosme Machado se lembrou de não assinalar um fora-de-jogo vindo de um lançamento lateral e esse árbitro não está entre os arguidos».

«Um árbitro em média toma 500 decisões num jogo e está calculado que 20 a 30 por cento estão erradas», salientou o advogado, ele próprio árbitro da segunda categoria.

O causídico lembrou a acusação que alega «que estes homens (Jorge Saramago e Licínio Santos) faltaram à verdade desportiva em troca de prendas», o que no caso do Gondomar SC se traduzia em fios de ouro num valor que rondaria os 125 euros.

«125 euros é o preço destes homens? Se calhar todo o homem tem um preço mas não é tão baixo», ironizou Carlos Duarte.

Durante a manhã o tribunal ouviu ainda as alegações finais de Isabel Monção, advogada de defesa do ex-árbitro Pedro Sanhudo, acusado de cinco crimes de corrupção desportiva, que tentou desmontar a tese de cumplicidade (para com José Luís Oliveira), explicando que «Sanhudo viveu durante 10 anos em Gondomar, foi vizinho de Oliveira e entre ambos há uma relação de familiaridade».

«Quando muito as conversas que mantinham entram num plano moral ou ético, agora partir do pressuposto das conversas para sustentar a acusação de que cometiam um ilícito criminal é excessiva», argumentou a causídica.

A tarde ficou reservada para as alegações finais dos advogados que representam arguidos do caso que envolve a empresa Globaldesign e a autarquia Gondomarense do qual se teve conhecimento fortuito durante as escutas de conversas telefónicas.

Este processo acusa Valentim Loureiro de dois crimes dolosos de prevaricação por, alegadamente, ter adjudicado à Globaldesign o projecto de criação de um boletim informativo, prejudicando duas outras empresas que concorreram ao mesmo concurso.

Amílcar Fernandes, advogado de Valentim Loureiro, frisou que «a própria ideia de convidar a Globaldesign partiu de Vítor Moutinho, à data assessor da Câmara Municipal de Gondomar».

«Valentim Loureiro tinha optado precipitadamente pela Notícias Gondomar (uma das três concorrentes) apenas por ser mais barata», referiu.

Posteriormente , António Ferreira, arguido, amigo de Valentim Loureiro e pai de José Horta Ferreira (arguido, dono da Globaldesign) «chamou o Major à atenção de que a melhor proposta era a da Globaldesign» já que esta era a «única que cumpria os objectivos», explicou Amílcar Fernandes.

Também os advogados Bolota Belchior (advogado de Leonel Viana), Tiago Bastos (advogado de António Ferreira) e Valentim Rodrigues (advogado de José Horta Ferreira) argumentaram que a proposta da Globaldesign era a única que respondia aos critérios pedidos pela autarquia.

As alegações finais do processo Apito Dourado continuam amanha em Gondomar, prevendo-se que seja a última sessão antes da leitura do acórdão a 18 de Julho.

 

Citar este artigo noutro site Favoritos Imprimir Enviar para um amigo Artigos relacionados Acrescentar ao del.icio.us

Users' Comments (0) RSS feed dos comentários

Nenhum comentário

Adicionar comentário



mXcomment 1.0.7 © 2007-2008 - visualclinic.fr
License Creative Commons - Some rights reserved
< Anterior   Próximo >
Do que se fala...
Gondomar
20°C
ContactosPublicidadeAcercaSiteMap
Dinamizado por: EVOLUA Portal de Gondomar 2005-2008