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Jun 30 2008
Carlos Duarte: «Carolina de Gondomar sabe... zero» PDF Imprimir E-mail
Por Record (Eugénio Queirós)   
30 de Junho de 2008
 

ADVOGADO QUE TAMBÉM É ARBITRO JOGOU AO ATAQUE 
 
Carlos Duarte, árbitro de 2.ª categoria e advogado dos árbitros Lícinio Santos e Jorge Saramago, esteve uma hora e meia a alegar, no início da 42.ª sessão do processo originário do Apito Dourado, que deverá ter amanhã a sua última sessão antes da leitura do acórdão (marcada para as 10h30 do próximo dia 18).

Duarte começou por mostrar a sua perplexidade pelo facto de o procurador Gonçalo Silva não ter pedido a condenação de um dos árbitros envolvidos, o lisboeta Fernando Valente Mendes. "Tem as mesmas conversas dos outros e cometeu um erro gravíssimo num dos jogos...", atirou perante algo que levou os seus clientes a interrogarem-no: "Que justiça é esta?"
Sobre este caso e o ajustamento da matéria de facto já sugerido pelo juiz Carneiro da Silva - que poderá condenar os dirigentes por abuso de pode e os árbitros por corrupção desportiva -, Carlos Duarte assinou a frase do dia dirigindo-se ao juiz-presidente, com o qual ao longo do julgamento manteve uma relação tensa: "Em vez de caçar galinhas, foi reduzindo o tamanho do galinheiro..."

O advogado de Saramago e Santos considerou que o MP fixou a ideia de que o Gondomar SC beneficiava das arbitragens. "Todas as testemunhas aqui vieram afirmar que o Gondomar SC era a melhor equipa", sublinhou. Irónico, falou das "testemunhas brilhantes" arroladas pelos Dragões Sandinenses - assistente neste processo, reclamando uma indemnização de 3,08 milhões de euros - e também de "uma escritora da nossa praça que aqui veio falar de equipas da II Divisão B", sobre as quais "sabia zero". Mais: "Se lhe perguntássemos sobre músicas dos Super Dragões, a Dona Carolina saberia, mas de equipas como o Gondomar...zero".
E concluiu também em grande estilo dirigindo-se ao juiz num apelo a uma absolvição geral:

-"Sua excelência teve todo o julgamento a ver se a criança esperneava, vamos minorar o sofrimento da criança. O pedido que faço é este: deixe morrer a criança, não esteja a prolongar algo que vossa excelência sabe que vai morrer, apesar de não haver eutanásia em Portugal. Há alturas em que a justiça salomónica não funciona. A única prenda que estes homens esperam é que se faça justiça, esperam que a criança morra e no dia 18 estaremos aqui todos de luto."

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