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José Miguel Ferrás Teixeira,
candidato às eleições presidenciais
O concelho de Gondomar também pode vir a ter um candidato à Presidência
da República. Para tal, basta que José Miguel Ferrás Teixeira, 49 anos, técnico
agrícola e residente na Foz do Sousa, consiga as 7500 assinaturas necessárias
para formalizar a corrida a Belém.
Este ex-militante do PS assume-se politicamente como “do centro”, “liberal”
e “independente”. Como slogan da sua
candidatura, escolheu a expressão: “Reformar o Estado através do referendo; salvar
a democracia”.
“Na política, o que é preciso é ter um grande coração, ter princípios e
ser honesto”, acredita.
Há alguns meses que José Miguel
Ferrás Teixeira tomou a decisão de se candidatar à Presidência da República. Apesar
de considerar que “entrar na política é entrar no inferno”, não pensa sequer em
desistir. Até ao fim do mês, tem que entregar as 7500 assinaturas necessárias
para poder ser, efectivamente, candidato presidencial. Para já, conta com cerca
de 2 mil assinaturas concretizadas, mas diz estar esperançado: “Tenho apoios em
todos os Bairros da Área do Porto e em todos os concelhos do país”.
Mesmo que não consiga formalizar
a candidatura, José Teixeira diz não perder nada: “Felizmente não ando na
política à procura de tacho. Se quisesse
fazer política para ganhar dinheiro, tinha-me candidatado a um posto
autárquico!”, conta.
Quanto às razões que o levaram a
querer candidatar-se, conta que a sua “motivação inicial” não era ser candidato
à Presidência da República, mas sim publicar um livro autobiográfico com o tema
“Vencer com Persuasão, Razão e Verdade”, de forma a motivar as pessoas a
participar na vida pública. No entanto, considerou que ao participar nas
presidenciais poderia “pôr em prática” as suas ideias: “Mesmo que não consiga
as assinaturas suficientes, nada permanecerá igual. Alguma das minhas ideias
vai ficar!”
José Miguel Ferrás Teixeira diz
estar na política com a “missão de servir”. Por isso, promete que irá doar 75%
dos recursos financeiros que eventualmente obtenha por participar nas
presidenciais a uma causa nobre: o apoio e recuperação dos sem-abrigo.
Como slogan da sua candidatura,
escolheu a expressão: “Reformar o Estado através do referendo; salvar a
democracia”. Ou seja, José Teixeira garante que se um dia for eleito Presidente
da República vai propor a realização de um mega-referendo sobre as grandes
questões nacionais - nem que para tal fosse preciso afrontar os interesses dos
partidos.
Assumindo-se como um
“intransigente defensor da liberdade e da democracia”, o candidato confessa que
se tornou “partidário da abstenção” a partir do momento em que a Assembleia da
República aprovou a reforma vitalícia dos políticos ao fim de 8 anos em
funções.
Questionado sobre em que político
votaria (caso não fosse ele próprio candidato presidencial), disse que a sua
escolha recairia em Mário Soares - e “nunca em Cavaco Silva”...
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