Um grupo de três indivíduos
encapuzados e armados com duas pistolas de alarme roubaram 400 euros do
restaurante Estrela do Douro, anteontem às 20h40, em Foz do Sousa,
Gondomar.
Os três assaltantes – com a cumplicidade
de um quarto elemento que os esperava ao volante de um automóvel –
irromperam pelo estabelecimento, onde se encontravam quatro pessoas, e
dispararam um tiro para o ar.
“Até pensei que fosse
brincadeira. Estive na guerra colonial e sei bem o que é o disparo de
uma arma verdadeira”, conta o proprietário do restaurante, Daniel Lima.
O
gang entrou de rompante no Estrela do Douro e depois de um tiro de
intimidação exigiu em voz alta que lhe entregassem todo o dinheiro.
O
proprietário sentiu os ladrões nervosos e ansiosos por despacharem o
assalto. “Pela voz deles, vi logo que era pessoal novo. Um pediu-me a
carteira e não me mexi. Levantou a cadeira a ameaçar-me, mas eu peguei
na cadeira e voltei a pô-la no chão. Não se mexeu mais, acho que o
assustei”, afirmou.
Enquanto isso, um dos larápios, de arma na
mão, dirigiu-se à caixa registadora onde estava o filho de Daniel Lima.
Apontou-lhe a pistola e levou os 400 euros que lá estavam. Outro membro
da quadrilha roubou o dinheiro ao único cliente que estava no
restaurante.
O estrondo do tiro alertou uma familiar do
proprietário do restaurante, que vive no piso de cima. “Ela desceu e o
meu filho fez-lhe sinal para voltar para casa. Mas ela desatou a gritar
que a Polícia estava a chegar”, afirma Daniel Lima.
Sobressaltados
com o alerta e com o comparsa no carro a buzinar, os assaltantes saíram
imediatamente do restaurante. “Se fosse por mim eles não saíam daqui,
mas a minha mulher estava nervosa e preferi não fazer nada”, conta o
proprietário.
Este será um espaço por excelência inteiramente dedicado à discussão e reflexão sobre a literatura portuguesa contemporânea, nomeadamente, sobre os percursos da nova literatura portuguesa.
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