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A nova ponte de Foz do Sousa, em Gondomar, deve abrir ao trânsito no próximo mês, cerca de meio ano depois do início da sua construção. A travessia ficará a uma cota mais elevada do que a do anterior tabuleiro, de forma a prevenir possíveis inutilizações em épocas de cheias.
"Aquando das cheias por altura da tragédia de Entre-os-Rios, a ponte
antiga ficou submersa", recordou José Luís Oliveira, vice- -presidente
da Câmara Municipal de Gondomar. "O novo tabuleiro ficou à cota das
cheias mais elevadas já se registadas", acrescentou o autarca.
A travessia custou cerca de 671 mil euros, sendo que a comparticipação
de fundos europeus ascendeu a 452 mil euros. O prazo de execução da
empreitada era de quatro meses, mas os trabalhos prolongaram-se por
mais algum tempo. "Nesta altura de Verão, as próprias empresas de
construção civil sentem dificuldades em conseguir trabalhadores devido
ao período de férias", explicou José Luís Oliveira.
A nova ponte substitui a antiga travessia, com mais de 50 anos e
actualmente sem as condições necessárias para o tráfego actual e com
deficiências visíveis.
"Num dos extremos, não se cruzavam dois automóveis e os autocarros
tinham grande dificuldade em passar", sublinhou o autarca. José Luís
Oliveira assegura que, a partir de agora, a largura não será problema
cada faixa de circulação terá mais de cinco metros. A ponte terá,
ainda, passeios com dois metros de largura em cada um dos lados e uma
placa central com cerca de 1,25 metros, onde deverá ser colocado o
sistema de iluminação.
"A ponte, com aproximadamente 100 metros de extensão, fica já preparada
para o futuro. Por agora, vai haver só uma faixa de circulação em cada
sentido, mas, no futuro, há espaço para fazer duas", continuou o
vice-presidente da Autarquia.
José Luís Oliveira revelou, ainda, que do lado do Centro de Saúde de
Foz do Sousa será implantada uma rotunda para regular o trânsito.
Segundo afirmou, a placa central da rotunda deverá ser ajardinada.
O autarca acrescentou que a Câmara Municipal de Gondomar também
pretende avançar com obras de alargamento da Avenida da Foz do Sousa
(marginal), no troço mais próximo da nova ponte, de forma a facilitar a
circulação rodoviária.
A ponte que será substituída pela nova travessia foi construída há mais
de 50 anos. Na altura, tomou o lugar de um velho atravessamento em
madeira, sem condições. A ponte agora desactivada não será demolida,
explicou José Luís Oliveira. O vice-presidente da Câmara de Gondomar
revelou que a intenção é transformar a travessia em área pedonal,
estudando-se a hipótese de colocar canteiros e bancos para torná- -la
mais aprazível. A estrutura da ponte terá de sofrer melhorias, para
colmatar deficiências inerentes à passagem do tempo e à falta de
manutenção. A travessia também não pode ser demolida porque tem
"acopladas" diversas estruturas, como as ligações de electricidade, de
telefone e condutas de água.
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