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COMUNICADO PÕE DOIS EX-DIRIGENTES DO GONDOMAR DE COSTAS VOLTADAS
Segunda e terça-feira foi perceptível o clima de tensão entre José Luís Oliveira e Joaquim Castro Neves, ambos arguidos no processo originário do Apito Dourado, respectivamente ex-presidente e ex-chefe do departamento de futebol do Gondomar SC na época de 2003/2004. Oliveira é ainda vice-presidente da Câmara Municipal de Gondomar e Castro Neves vereador do ambiente.
Tudo aconteceu quando a comissão administrativa do Gondomar - de que faz parte Leonel Viana, arguido no processo originário, onde responde por um crime de prevaricação enquanto vereador na câmara local - emitiu um comunicado no qual começa por afirmara sua "total e incondicional solidariedade" a José Luís Oliveira. O mesmo comunicado onde se citam afirmações que Castro Neves não proferiu em sede de audiência e que são consideradas "hilariantes". Segundo a comissão administrativa do Gondomar, Castro Neves afirmou que enquanto dirigente fazia obra e os outros falavam, competindo-lhe a ele dirigir o clube, enquanto Oliveira "andava preocupado com as arbitragens".
"Para além de hilariante é de uma enorme desconsideração para com todos os elementos que compunham aquela comissão e em especial para com o seu presidente, que foi, sem dúvida alguma, justiça lhe seja feita, o timoneiro de um barco que todos nós, com muito trabalho, tentámos levar a bom porto", lê-se no comunicado.
O comunicado deixou Castro Neves à beira de um ataque de nervos e em plena sala de audiências, terça-feira, no intervalo da sessão, interpelou Leonel Viana. Antes do mais, importa dizer que Castro Neves não falou no tribunal, quem usou da palavra foi o seu advogado, Pedro Alhinho, durante a sua alegação final. E as palavras citadas no comunicado foram deturpadas. O que Alhinho disse foi o seguinte:
"José Luís Oliveira podia estar preocupado com outros assuntos, o sr. Castro Neves andava ocupado a gerir". Simplesmente isto, mas o suficiente para provocar a confusão.
Oliveira, na segunda-feira, nem se sentou ao lado de Castro Neves no banco dos réus, como aconteceu durante 41 sessões do julgamento. Terça, no último dia das alegações finais, já o fez, mas com Valentim ao lado. O major está a tentar mediar esta guerra aberta e declarada entre os seus vereadores, com Oliveira inconformado com o facto de o advogado de Castro Neves o ter "desmarcado" das acções de que está imputado o ex-presidente do Gondomar SC, embora de forma subtil.
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