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História da Lomba PDF Imprimir E-mail
 

A Freguesia de Santo António da Lomba fica situada na margem esquerda do rio Douro, nas fraldas da serra.

Esta Freguesia é antiquíssima e possuidora de belas paisagens naturais.

Aqui esteve situada possivelmente a capital do vasto território de Aréjia (ou Anégia). Esta cidade era na altura uma das mais importantes da região.

O povo da Lomba era antigamente pescador e lavrador, profissões, hoje, em vias de extinção. Tal como os serões passados à volta da lareira à luz da vela, onde eram recitados poemas e contadas histórias, nomeadamente uma história que contava a origem das povoações ribeirinhas da Lomba para cima, a Lenda da Moura.

Contam os mais velhos, que quando os mouros habitavam a Península Ibérica, existia uma jovem e bela princesa que se apaixonou por um príncipe cristão. O seu pai, defensor da religião muçulmana, perseguia os que acreditavam no cristianismo, não consentia, de maneira alguma, o casamento da sua filha com o príncipe cristão.

Por este motivo, os dois jovens tiveram que enfrentar muitos obstáculos na defesa do sentimento que os unia.

A princesa e a sua família viviam juntos à zona ribeirinha do Douro.

Um dia a jovem princesa, triste com a sua sorte, resolveu navegar rio acima com o seu amado. Logo apareceram inimigos a persegui-los com más intenções, levando-os a rumar para terra, para ali se esconderem do perigo.

Ao sair do barco, a princesa, já muito cansada, pôs o pé numas rochas que ali havia, ficando a marca do seu pé na primeira pedra que pisou. Nasceu, deste modo, PÉ-DE-MOURA.

Fugiu de seguida por entre matagais até uma serra, nascendo LOMBA.

Continuou a sua viagem por maus caminhos, já cansada e magoada dos pés, sentou-se, num sítio junto ao rio, e nasceu a povoação de PEDORIDO. Muito desanimada, chorou nos ombros do seu amado e continuou viagem, furiosa com tudo o que se passava. Nasceu então RAIVA.

Os seus perseguidores já estavam perto e, um pouco mais acima, as águas calmas e límpidas do Douro, de repente, ficaram agitadas e surgiu uma enorme tempestade e o Douro tornou-se RIO MAU. Tão mau que fez naufragar o barco onde ia a princesa e o seu amado, afogando os que nele seguiam. Mais tarde o corpo da princesa apareceu na margem, nasceu a povoação MOURA MORTA.

O pai da princesa, quando viu o corpo de sua filha jazido no chão, arrependeu-se, mas já era tarde de mais. E assim termina a lenda da MOURA que é orgulhosamente transmitida aos mais novos pelos antepassados e que constitui um património cultural desta Freguesia.
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