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Apesar de estar interdita desde há dois anos, a
praia duriense da Lomba, Gondomar, continua a ser frequentada por muita
gente. Segundo a Junta, 50 mil banhistas por ano. Há risco de
salmonelas e a área envolveu apresenta um índice sanitário com a
classificação de mau.
A praia fluvial da Lomba, Gondomar, está interdita a banhos desde o
Verão de 2004, mas continua a ser frequentada por centenas de pessoas
que ignoram o risco de contrair doenças devido à má qualidade da água.
Apesar de não ser classificada como “zona balnear”, esta praia no rio
Douro tem sido alvo, desde 2001, de vigilância sanitária por parte da
Autoridade Sanitária de Gondomar.
Contactada pela Lusa, a coordenadora do Centro Regional de Saúde
Pública do Norte (CRSPN), Delfina Antunes, afirmou que esta vigilância
sanitária à zona visa “avaliar riscos para a saúde dos utilizadores
desse local, visto a praia em causa ser muito frequentada por
banhistas”. Em Julho de 2004, acrescentou, foram detectadas salmonelas
na água daquela praia, tendo sido, então, solicitada a interdição para
prática de banhos, situação que se mantém até ao momento. Segundo
referiu, a presença de salmonelas na água pode acarretar riscos para a
saúde, nomeadamente dores abdominais, diarreia, febre, náuseas, dores
de cabeça e, por vezes, vómitos, bem como patologias potencialmente
graves, como é o caso da febre tifóide. “A avaliação da zona envolvente
da área em causa - realizada de acordo com o modelo preconizado pela
Direcção-Geral da Saúde - apresenta um índice sanitário com a
classificação de mau”, disse.
Alheios a todos estes factos, os banhistas procuram aquela praia para gozar um dia de sol e calor.
Perante a interdição da praia e considerando que se trata de uma zona
que deve ter qualidade para os banhistas, a Assembleia da Lomba decidiu
no início deste mês aprovar uma moção em que exige ao Ministério do
Ambiente “medidas urgentes para detectar os poluidores das águas do
rio, nomeadamente os que poluem a água da zona da praia fluvial”.
Considerando que “a insegurança e a anarquia que se tem verificado nos
últimos anos no acesso à zona envolvente da praia fluvial não podem
continuar”, os nove membros da Assembleia de Freguesia (cinco eleitos
pelo PSD, três pelo PS e um pela CDU) exigem também das forças de
segurança - GNR e Polícia Marítima - uma acção “rigorosa e
interventiva”. O objectivo é acabar com o estacionamento em zonas
proibidas, proibir a colocação de tendas de campismo e que se acendam
fogueiras na zona de lazer.
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Junta
Responsabilizar
O presidente da Junta de Freguesia da Lomba, Joaquim Viana, pretende
responsabilizar alguém pela má qualidade da água e exigir respostas por
parte da administração central. “Apesar das autoridades verificarem que
alguma coisa está mal, nada fazem para resolver o problema”, apontou.
“A praia da Lomba recebe mais de 50 mil pessoas por época balnear”,
disse, recordando que “no domingo estavam estacionados 600 carros”. A
junta contesta a “anarquia” que impera naquela zona devido à ausência
de controlo por parte da polícia.
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