Os resultados das últimas eleições
autárquicas lançaram a freguesia de Medas, em Gondomar, para um cenário
de indefinição. A coligação PSD/PP, encabeçada pelo presidente da
autarquia, António Santos Carvalho, venceu o PS com uma vantagem de 113
votos, mas registou-se um empate no número de mandatos atribuídos a
cada uma daquelas forças partidárias (quatro) na Assembleia de
Freguesia, sendo que a CDU passou a ter um.
Em maioria, a Oposição
acabou por rejeitar os dois vogais para a Junta propostos pelo cabeça
de lista mais votado, pelo que o Governo Civil do Porto terá de nomear
uma comissão admistrativa para fazer a gestão corrente da autarquia até
às novas eleições, que apenas poderão decorrer a partir de 9 de Abril.
António Santos Carvalho apresentou três propostas para a nomeação do
secretário e do tesoureiro da Junta, todas rejeitadas pela Oposição, na
medida em que nenhuma delas era composta, simultaneamente, por membros
do PS e da CDU.
Sem estabilidade
"Não podia apresentar uma proposta com um
eleito do PS e outro da CDU, porque durante quatro anos iria ter sempre
duas pessoas contra mim e isso resultaria em prejuízo para a freguesia.
Não iria ter um Executivo estável e merecedor da minha confiança ",
sublinhou o autarca, realçando que o seu campo de escolha ficou
limitado pelo facto de três elementos da lista do PS se terem
indisponibilizado para fazer parte do Executivo. Segundo António Santos
Carvalho, a comissão administrativa apenas assegurará a gestão corrente
da autarquia, o que, garantiu, não implicará o congelamento de salários
dos funcionários.
"O presidente da Junta não esgotou na
Assembleia todas as possibilidades que tinha. Apenas pretendeu dar a
maioria ao PSD. O PS e a CDU deviam ter um vogal cada um", defendeu
José Manuel Gama Belez, candidato do PS, explicando que a
indisponibilidade dos três socialistas para integrar a Junta ficou a
dever-se ao facto de ter ficado definido que o vogal nomeado deveria
ser ele próprio, sendo cabeça-de-lista.