|
O deputado comunista Honório Novo considerou ontem “inadmissível” que não esteja a ser monitorizado o impacto ambiental provocado pela actividade da Central da Tapada do Outeiro, em Gondomar, que utiliza a tecnologia de ciclo combinado com turbinas a gás. “Isto é inadmissível”, frisou o deputado comunista recordando que, na altura em que a central foi construída, “foi prometida a criação de uma comissão de acompanhamento”, que teria como missão monitorizar o impacto do funcionamento ao nível da poluição do ar e da água.
A Central da Tapada do Outeiro, instalada na freguesia de Medas, na margem direita do rio Douro, começou a funcionar em Agosto de 1999, tendo capacidade para produzir 990 megawatts de energia eléctrica. “A verdade é que os anos passaram, a comissão de acompanhamento que foi prometida aparentemente não está a funcionar, não sendo conhecida qualquer monitorização dos dados resultantes do funcionamento da central”, salientou o deputado eleito pelo PCP no círculo do Porto. Honório Novo, que falava à margem de uma visita ao concelho de Gondomar, manifestou ainda “preocupação” com a indefinição das intenções da EDP quanto ao futuro da antiga central, a carvão, desactivada há vários anos, cujas instalações estão abandonadas. “Há indícios de que a EDP pretende aproveitar as antigas instalações para criar uma central de produção de energia a partir de biomassa. Nós não somos contra, mas entendemos que as intenções da EDP devem ser objectivadas”, afirmou.
Nesta deslocação ao concelho de Gondomar, Honório Novo defendeu ainda a necessidade de se estudar a abertura de um nó rodoviário que permita a ligação do novo troço do IC 24 à EN 108, vulgarmente conhecida como ‘Marginal de Entre-os-Rios’. “Sabe-se que está previsto um nó a sul do lado de Gaia e outro a norte em S. Pedro da Cova (Gondomar), mas ainda não está garantido um nó que permita ligar o IC 24 às freguesias do interior do concelho de Gondomar”, salientou o deputado.
A recente decisão da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) de ordenar a retirada dos equipamentos de apoio na Praia da Lomba, no rio Douro, foi também abordada pelo deputado comunista, que considerou a medida “precipitada”. “A Praia da Lomba é uma das mais procuradas da região, tem um dos melhores e mais extensos areais e águas, aparentemente, de boa qualidade”, afirmou, acrescentando que, para apoiar os banhistas, a Câmara de Gondomar e a Junta de Freguesia da Lomba construíram no local “instalações dignas”.
------------------------- Lomba Chover no molhado A CCDRN, alegando que o local nunca foi licenciado como zona balnear, ordenou recentemente a retirada de todos os equipamentos de apoio. “Se a ideia é acabar com a utilização daquela praia, penso que se está a chover no molhado. É preferível legalizar a situação, melhorando as condições de ocupação”, defendeu Honório Novo.
Users' Comments (0)
|
|
|