Bombas dos híperes preferidas mesmo com filas
A subida dos preços dos combustíveis está a desviar clientes dos postos tradicionais para as gasolineiras dos hipermercados, que praticam preços mais baixos, levando os automobilistas a formar filas diariamente, alguns para abastecer a crédito.
Segundo Miguel Costa, responsável da Área de Negócio das Gasolineiras
da cadeia de hipermercados Jumbo, a estratégia da rede de postos de
combustível é praticar os preços mais baixos das regiões onde estão
instalados. Actualmente, o Jumbo tem oito gasolineiras: Aveiro, Castelo
Branco, Gondomar, Alverca, Almada, Viseu, Palmela e Alfragide.
A mais antiga é a gasolineira de Aveiro, que abriu em Julho de 2005, e
que desde então regista um movimento superior aos restantes postos de
combustíveis da cidade, apesar de estes terem reagido com promoções
várias para contrariar a concorrência que o hipermercado veio fazer-
-lhes. Nem o facto dos dois outros hipermercados de Aveiro, Continente
e Feira Nova, lhe terem seguido o exemplo, abrindo também gasolineiras
e praticando preços semelhantes, fez decair o movimento daquela
gasolineira.
Uma das razões apontadas por alguns automobilistas à Lusa para a
preferência por aquela gasolineira é a possibilidade de pagar o
abastecimento "no fim do mês", através do Cartão Jumbo.
No Montijo, as bombas de gasolina que se situam junto ao centro
comercial Fórum, naquela cidade, são igualmente das mais procuradas
pelos utentes devido aos baixos preços praticados em relação a outros
postos de combustíveis da região. Nas dez bombas disponíveis no Fórum
Montijo, os preços praticados variam entre 1,320 euros (gasóleo), 1,400
euros (gasolina 95) e 1,460 euros (gasolina 98), o que leva a que mesmo
num dia de semana a meio da tarde exista sempre um grande movimento de
viaturas no local.
Também na Estrada da Circunvalação, no Porto, tornou-se habitual haver
uma fila junto a um posto de abastecimento de combustíveis, mas os
clientes afirmam que nas últimas semanas a procura tem aumentado.
"Temos de procurar o preço mais baixo, porque isto que está a acontecer é uma roubalheira", queixava-se um fiscal de obras.
Em contraste, uma outra estação, conhecida pelos descontos que pratica
às segundas e quintas-feiras, estava terça-feira praticamente sem
clientes. Em declarações à Lusa, uma funcionária considerou que "as
pessoas iludem-se muito com as marcas, mesmo que outros pratiquem
preços mais baixos".
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