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Mário Lino cometeu ontem uma "gaffe" ao garantir que a extensão da rede de metro do Porto até Santo Ovídio/Cedro, em Gaia, "é um projecto que faz parte da segunda fase [de expansão do metro] e, portanto, será integrado no concurso global a lançar".
Não é assim. A 18 de Fevereiro passado, através de um despacho conjunto da sua secretária de Estado, Ana Paula Vitorino, e do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, "é autorizado o lançamento do concurso público para a construção do troço estação D. João II - Santo Ovídio, da Linha Amarela, bem como a realização das despesas inerentes ao lançamento do mesmo".
"Este concurso deverá ser lançado em breve, dentro de poucas semanas", adiantou ao Jornal de Negócios fonte oficial da sociedade Metro do Porto. Orçada em 31 milhões de euros e com prazo de execução de 16 meses, trata-se de uma empreitada que inclui a construção de um interface de transportes à face da Avenida da República, junto à nova estação D. João II, o novo términos da Linha Amarela, que foi ontem inaugurada pelo ministro das Obras Públicas.
A "gaffe" de Mário Lino, cometida em declarações aos jornalistas no final da viagem de abertura de um troço de 715 metros do metro do Porto, poderá ser explicada por uma eventual confusão com o futuro prolongamento da Linha Amarela até Laborim, esta sim a incluir na segunda fase do sistema do metro. Com 2,3 quilómetros de extensão, em causa está um troço orçado em cerca de 55 milhões de euros.
Já o Conselho de Administração da Metro do Porto deixou para o ministro da tutela a revelação de uma boa-nova: a empreitada de construção da linha de metro de Gondomar, entre a Estação do Dragão (Porto) e a Venda Nova (Rio Tinto), "deverá ser adjudicada até ao final de Junho".
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