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O deputado do PCP Honório Novo afirmou hoje que parte do troço do metro do Porto previsto para atravessar Rio Tinto, Gondomar, é "uma solução inqualificável feita à medida de interesses especulativos".
O deputado comunista, que hoje realizou uma visita ao percurso do rio Tinto, que atravessa os concelhos de Valongo, Gondomar e Porto, criticou o traçado que está previsto para o centro daquela freguesia do concelho de Gondomar.
"O que está previsto é fazer passar o metro sobre o antigo leito do rio Tinto, desafectando uma parcela grande de terreno que se mantém em Reserva Ecológica Nacional", disse, considerando que esta solução "é uma operação de especulação imobiliária".
Segundo referiu, o trajecto que está definido, além de obrigar o metro do Porto a efectuar três curvas em menos de um quilómetro de distância, permitirá criar ali um "espaço livre que será urbanizável, onde poderão nascer muitos prédios em espiga".
Honório Novo defendeu um trajecto diferente, designadamente que a via para o metro seja construída junto à Avenida do Rio, que já existe no local e apenas obriga a fazer uma curva.
Na opinião de Honório Novo, "a administração da empresa Metro do Porto não pode dar luz verde" à opção já desenhada.
No âmbito desta "viagem ao Rio Tinto profundo", Honório Novo classificou o "panorama deplorável", apesar de "não ser novo nem surpreendente".
O comunista criticou o ministro do Ambiente, Nunes Correia, por afirmar que "Portugal é um oásis" e depois ainda existir um rio poluído como Tinto.
"Verificámos as suas permanentes mudanças de cor, a falta de transparência em alguns troços e dejectos de natureza doméstica, industrial e agrícola", sublinhou.
Honório Novo afirmou que irá fazer uma apresentação da situação, para "chamar a atenção que não é possível ver o rio a passar em três concelhos e cada um a falar per si sobre a gestão do problema".
"O governo não pode lavar as mãos como Pilatos" sobre este problema, acrescentou.
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