Gondomar: Peças estavam em malas e pesavam oito quilos
O roubo do ano, em Gondomar, cometido ontem, rendeu oito quilos de peças de ‘ouro fino’, com o valor de 175 mil euros, contra o empregado de um ourives do lugar de Aguiar, em São Cosme.
O assalto, perpetrado às 09h40, na Rua da Zorra, em Gondomar, deixou mais um sinal de inquietação entre o sector dos ourives que cada vez mais são alvo de roubos à mão armada. A princípio, os assaltantes só atacavam os ourives noutras regiões, mas agora o panorama mudou.
António Moura Teixeira, de 42 anos, vendedor de um dos ourives mais conceituados em Gondomar, Aristides Bandeira, ia começar mais um dia de trabalho quando de súbito foi surpreendido por uma quadrilha.
Na ocasião em que se preparava para arrancar com o seu automóvel, um Audi A-6, um outro automóvel de cor cinza atravessou-se, tendo-o emboscado contra o passeio. Logo a seguir saíram de outro carro, que se encontrava estacionado em frente, três homens encapuzados, todos eles com pistolas e caçadeiras. “Foi tudo muito rápido, mal o senhor António saiu do carro com as mãos no ar, um deles entrou no carro dele e os outros seguiram logo atrás, nos dois carros que estavam à espera”, de acordo com o relato de uma senhora que se encontrava próxima, na paragem da camioneta.
O carro do vendedor de ouro viria a ser encontrado mais tarde na zona de Jovim, perto do Rio Douro, junto à estrada marginal.
A Polícia Judiciária do Porto está a investigar o roubo, que se junta ao rol de assaltos até agora impunes.
POLÍCIA JUDICIÁRIA A INVESTIGAR
A Secção Regional de Combate ao Banditismo da PJ do Porto já está a investigar o roubo de ontem, em Gondomar, que faz parte de uma vaga de assaltos contra ourives, mas não fez detenções.
António Moura Teixeira, o vendedor do ourives Aristides Bandeira, que inicialmente apresentou queixa na PSP de Gondomar, passou a tarde na Judiciária do Porto, já que a PJ está apostada em chegar ao grupo responsável dos roubos de ouro que há um ano fustiga o Norte.
De acordo com fonte da PJ, “é muito difícil investigar estes casos num meio complicado como é o dos ourives e em que às vezes os próprios têm dificuldade em contar tudo quanto lhes roubam, porque é material que ou escapa ao Fisco ou não está legal por não ter os quilates de lei”.